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UOL Busca Pablito Costa (Celtico)

32 anos, Casado. Natural de Salvador, BA

Eng. Mecânico e Professor de Dança de Salão

Apaixonado por ler, escrever, jogar basquete e dançar (é claro...)

Mensagem do Celtico:

“Nós homens de hoje somos muitas vezes umas criaturas que nos constituímos de esperança de nós mesmos. Dá-me, Senhor, a convicção mais profunda de que estarei destruindo meu futuro sempre que a esperança em ti não estiver presente”

 




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O Hábito

O Habito que leva a vitória

 

 

Não adianta possuir um grande reservatório de máximas ou possuir muito bons sentimentos, enquanto não se aproveita todas as oportunidades concretas de agir, não ocorre nenhuma alteração para melhor no caráter. De meras e boas intenções, o inferno está proverbialmente atulhado. Isso é conseqüência óbvia dos princípios que estabelecemos. Um caráter, como diz J.S.Mill, “é uma vontade completamente moldada”; e uma vontade, no sentido a que ele se refere, é um agregado de tendências a agir de modo firme, direto e definitivo em todas as principais emergências da vida.

Uma tendência a agir torna-se efetivamente arraigada por nós apenas em proporção à freqüência ininterrupta com a qual as ações realmente ocorrem; o cérebro se “molda”a sua execução. Cada vez que uma resolução ou um claro fulgor de sentimento se evaporam sem gerar nenhum fruto de ordem prática, é pior que simplesmente perder uma chance: o que advém é a obstrução definitiva do caminho habitual de descarga das futuras resoluções e emoções. Não há caráter humano mais desprezível que a do débil sentimentalista e sonhador, que passa a vida num mar encapelado de sensibilidade é emoção, mas que nunca executa uma valorosa ação concreta.

 

Não são apenas as linhas particulares de descarga, mas também suas formas gerais que são entalhadas no cérebro a partir do hábito. Por exemplo, se deixarmos nossas emoções se evaporarem, elas se acostumam a evaporar; assim, há razões para supor que se nos esquivarmos com freqüência de fazer um dado esforço, antes que o percebamos a capacidade de fazer este esforço terá desaparecido. E se nos sujeitarmos a deixar vaguear a atenção, ela ficará para sempre dispersa. Atenção e esforço são... apenas dois nomes para o mesmo  fato psíquico. A que processos cerebrais correspondem, não sabemos. A razão mais forte para se crer que dependem, de alguma forma, dos processos cerebrais, e não são meros atos do espírito, é apenas este fato – em certo grau, parecem sujeitos a lei do hábito, que é uma lei material. Uma máxima prática conclusiva. Relativa aos hábitos da vontade, que podemos aqui oferecer seria: mantenha viva a faculdade do esforço através de algum exercício gratuito, todos os dias. Isto é, seja sistematicamente ascético ou heróico em pequenos aspectos irrelevantes; cada dia, ou em dias alternados, faça algo pelo simples motivo de que você preferiria não fazer. Assim, quando se aproximarem as épocas de tenebrosas exigências, você não será surpreendido fragilizado ou destreinado para enfrentar a prova. Esse tipo de ascetismo é como um seguro que se paga pela casa e pelos bens. Não é bom pagar a mensalidade, que talvez nunca lhe dê retorno algum. Mas se o incêndio realmente ocorrer, aqueles pequenos esforços o salvarão da ruína. O mesmo acontece com quem se disciplina diariamente com hábitos de atenção concentrada, vontade energética e autogeneração de coisas desnecessárias.

 

Permanece firme como uma torre, enquanto todo o resto se abala, e seus companheiros mortais mais frágeis voam farelos na ventania.

 

Willian James

  

“Sem mais, uma boa semana a todos”

Celtico



- Postado por: Celtico às 20h34
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